Números frios de um país em ebulição fevereiro 2, 2011
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Mais uma vez, a frieza dos números pesam a favor do poder público. Governos estaduais de São Paulo e Rio de Janeiro divulgaram os índices de criminalidade registrados em 2010. Com muita comemoração, com muito alarde, já que houve queda significativa na maioria destes índices. Em SP, por exemplo, a taxa de homicídios caiu 4,5% no ano passado: de 10,96 para cada 100 mil habitantes, índice registrado em 2009, para 10,47 por 100 mil.
Desde 1999, quando a taxa era de 35,27/100 mil, a queda foi de 70,3%. O índice registrado em 2010, no entanto, se encontra dentro do patamar de violência epidêmica, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), de mais de 10 homicídios por 100 mil habitantes. Em números absolutos, o estado teve 4.320 casos de homicídios dolosos no ano.
Já no Rio de Janeiro, a secretaria de segurança informou que foi registrado o menor número absoluto de homicídios desde 1991. Foram 4.768 casos. Nos últimos quatro anos, houve uma queda de 26,6% na taxa por 100 mil habitantes. De 40,6 registros em 2006, caiu para 29,8 em 2010. Na comparação entre 2009 e 2010, a redução, em números absolutos, foi de 18%. Ou seja, de 5.793 passou para 4.768 registros.
Apesar da redução no número absoluto de homicídios e no de latrocínios, alguns índices de criminalidade no Rio de Janeiro ainda são praticamente três vezes maiores do que os de São Paulo. A taxa de assassinatos por grupo de 100 mil habitantes em território fluminense no ano passado, por exemplo, ficou em 29,8.
Por mais frios que sejam os números, continuam a refletir um país em ebulição, devido à violência. Os índices podem ser acessados nos sites da SSP e da ISP-RJ.
Um xerife com ideais em São Paulo janeiro 13, 2011
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Um idealista. É a impressão que fica depois ouvir e ler as declarações do delegado Marcos Carneiro, o novo delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, que foi empossado no cargo na segunda-feira (10). É uma espécie de xerifão do estado, responsável por comandar importantes departamentos, como o de homicídios e proteção à pessoa, o que investiga o crime organizado, e o de combate ao tráfico de drogas. Alguns desses departamentos funcionam a contento; outros, nem tanto.
O próprio Carneiro é o primeiro a admitir que a há problemas “crônicos, que se arrastam há décadas” na Polícia Civil paulista. Citou apenas um, o atendimento ao público – um problema crônico que não é privilégio da Segurança Pública, ressalte-se, mas compartilhado com os demais serviços que deveriam ser prestados pelo estado, como saúde, educação, transporte etc.
Em suas falas, Carneiro deixa transparecer as melhores das boas intenções. Dá até para acreditar em mudanças e, incrível, em melhoras. A missão dele, no entanto, é das mais inglórias. Se cumprir ao menos uma das duas primeiras medidas mais imediatas a que se propôs – a de melhorar o atendimento ao cidadão; a outra é aprimorar o trabalho de investigação – terá muito do que se orgulhar.
‘Não é possível fazer obra contra enchente em 24h’, diz Alckmin janeiro 12, 2011
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É verdade. Não se faz obra contra os problemas gerados pelas fortes chuvas do verão – e todo ano, todo mundo sabe, são ao menos três meses de verão – em 24 horas. Nem em um mês, quiça em um ano. Obras que solucionem mesmo ou que mitiguem bem o problema leva muito mais tempo, obviamente. Geraldo Alckmin acabou de reassumir o governo do Estado. E deu declarações de como se não tivesse culpa de nada.
‘Não é possível fazer obra contra enchente em 24h’, declarou Alckmin, ao anunciar, um conjunto de medidas para combater as enchentes e seus efeitos, sendo que a mais imediata foi a cessão de 50 caminhões limpa-bueiros e 10 caminhões pipa para limpar rua.
‘A chuva foi excepcional.’
’125 mm de chuva é excepcional.’
Depois de 16 anos de PSDB à frente do Executivo estadual, a culpa continua sendo da chuva. Que insiste em vir forte todo verão. E que insiste em escancarar o descaso com o qual a gestão pública trata do assunto.
São 16 anos de PSDB! E Alckmin afirma que não se faz obra em 24 horas!
168 mortos em 43 chacinas em 2010 janeiro 10, 2011
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Fechando o balanço de chacinas de 2010. O mês de dezembro, surpreendentemente, foi dos mais violentas, com chacinas em Curitiba, Salvador e Praia Grande, quase às vésperas do Ano Novo. De todo modo, ao menos com base no noticiário dos portais da internet, o número de vítimas neste tipo de crime registrou uma queda em relação a 2009. No ano passado, este blog computou 180 mortos em 47 chacinas. Nos 12 meses de 2010, foram 168 mortos em 43 chacinas. De todo modo, não há o que se comemorar. Nunca há, em se tratando de segurança pública, aliás. Feliz Ano Velho!
Confira as chacinas em 2010
03/01
São Sebasitão do Passé (BA) – 4
09/01
Itapevi (SP) – 3
12/01
Rio de Janeiro – 3
16/01
Salvador – 4
18/01
Rio de Janeiro – 3
30/01
Lagoinhas (SP) – 4
31/01
Aparecida de Goiânia (GO) – 4
07/02
Rio de Janeiro – 3
08/02
Estrutural (DF) – 5
Macaíba (RN) – 4
13/02
Rondon do Pará (PA) – 3
21/02
Embu das Artes (SP) – 3
08/03
Duque de Caxias (RJ) – 3
10/03
Feira de Santana (BA) – 4
16/03
São Paulo – 3
Rio de Janeiro – 3
23/03
São Paulo – 4
14/04
Niterói (RJ) – 4
São Roque (SP) – 3
09/05
Curvelo (MG) – 5
10/05
São Bernardo do Campo (SP) – 6
11/05
São Paulo – 6
17/05
Campinas – 4
Floresta (PE) – 6
XX/05
Osasco (SP) – 5
24/05
Itabuna (BA) – 4
02/06
Osasco (SP) – 3
04/06
Iguaba Grande (RJ) – 3
05/06
Vera Cruz (BA) – 5
06/06
Santana do Parnaíba – 3
22/07
São Paulo – 4
31/07
Belo Horizonte – 3
14/09
Embu – 3
18/09
São Paulo – 2
01/10
Nova Viçosa (BA) – 6
08/10
Lauro de Freitas (BA) – 4
22/10
Belo Horizonte (MG) – 3
24/10
São João do Meriti (RJ) – 6
30/10
São Paulo – 3
29/12
Praia Grande (SP) – 6
Total – 168 mortes
Onde estão os mortos? dezembro 6, 2010
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O título em forma de questionamento é raro no jornalismo. Afinal, uma das funções do jornalista é buscar as respostas para detalhes dos fatos do dia que intrigam aos leitores. E, neste caso específico, houve uma cobertura massiva da operação levada a cabo por uma força policial-militar que tomou o Complexo do Alemão, há muito território dominado por traficantes de peso e no qual o Estado inexistia. Como era previsível, a reconquista da área não foi feita sem dor e sem sangue.
Uma dupla profissional de peso do diário Folha de S. Paulo – as jornalistas Laura Capriglione e Marlene Bergamo – constatou, na edição de domingo (05//12), após a divulgação do balanço final da operação, um problema de ‘matemática’ rotineiro resultante em ações similares, mas que não mereceram a mesma atenção da imprensa em ocasiões anteriores – e que sempre foi apontado por este blog. Foram divulgadas 37 mortes, mas, de acordo com a reportagem, para a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, morreram 18 pessoas (17 identificadas). Os mortos entre os dias 21 e 24 novembro, a secretaria não contabilizou, de acordo com as repórteres. E, pior ainda, o Instituto Médico Legal (IML) alega não ter a identificação dos mortos e nem a forma como os óbitos ocorreram. Seguem-se relatos de abusos e outros absurdos cometidos pelos integrantes da força policial-militar.
Com a poeira já assentada, repito as mesmas perguntas que já fiz anteriormente em relação às operações de menor vulto nos morros do Rio: se era uma guerra – ao menos foi propalada como tal pelas autoridades sempre competentes e exibida como tal pelas câmeras de televisão -, por que só há vítimas fatais de um lado? Por que há mais mortos do que feridos do lado derrotado? Por que os nomes de todas as vítimas não são divulgados? E por que as causas das mortes de cada uma destas vítimas não são levadas a público? Tenho certeza que a imensa maioria da população brasileira defenderá que no caso do Rio de Janeiro os fins justificam os meios. Do contrário, na visão da chamada opinião pública, não há como acabar com o problema do tráfico.Afinal, é uma guerra, não é?
Ao que eu concluo, citando Phillip Knightley: em uma guerra, a primeira vítima é sempre a verdade.
Barbárie em Marília dezembro 3, 2010
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Ninguém sabe como começa e agora ninguém sabe como vai terminar. Mas o estrago já está feito. Além de duas pessoas mortas, ambas de forma trágica, ao menos outras 20 deverão ser indiciadas por homicídio qualificado, formação de quadrilha, lesão corporal e tortura, entre outros crimes.
Tudo indica que Marília, a 435 km de São Paulo, foi palco de um destes raros momentos em que a turba se deixa levar pelo ódio, pela ira, pelo rancor, pela fúria, e decide fazer “justiça” com as próprias mãos. Esses sentimentos – ódio, ira, rancor, fúria e, possivelmente, outros mais, como o preconceito, por exemplo -, com certeza, estavam lá,latentes, à espreita, prontos para explodirem, virem à tona.
O alvo já estava meio que pré-determinado. Faltavam um bom motivo e um estopim, alguém que riscasse o fósforo e acendesse o rastilho de pólvora, alguém que atiçasse a turba. Nessas horas, alguém sempre toma à frente e aponta o dedo na direção que todos esperavam.
O motivo foi o corpo de uma adolescente de 14 anos boiando em um rio. Ela havia desaparecido 11 dias antes. Nem bem a polícia chegou a qualquer conclusão e a turba, formada por umas 20 pessoas raivosas, espancaram um comerciante de paralisia infantil, de 47 anos, destruíram a casa e o bar dele e ainda agrediram os seus familiares. O comerciante veio a falecer quatro dias depois, devido à gravidade das lesões sofridas no linchamento.
Para a polícia, no entanto, a adolescente não sofreu qualquer tipo de agressão e a vai ser investigado se ela se afogou após sofrer um ataque de epilepsia. Nem assim a turba se dá por vencida. Em plena barbárie, uma voz sentencia: “Se a gente fez, ele deve. Alguma coisa ele deve” – declaração de uma insana que participou do linchamento. Todos nós devemos, todos nós…
151 mortes em 39 chacinas em 2010 novembro 27, 2010
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Faz tempo que não apareço por aqui. Tanto tempo que o Brasil deixou de ser o país campeão de chacinas. A honraria agora passou para o México, assolado por uma guerra entre quadrilhas de traficantes. Na verdade, não dá nem para falar em chacinas no México. São verdadeiros massacres, nos quais várias dezenas de pessoas são executadas sem qualquer motivo justificável – se é que há justificativa plausível para uma execução.
Independemente disso, continuamos nos empenhando ao máximo neste quesito, produzindo chacinas em série. São centenas de vidas ceifadas sem qualquer motivo. Sem falar nos incontáveis homicídios por todo o país. Só de moradores de rua, foram 32 execuções neste ano apenas em Macéio, capital de Alagoas. A polícia alagoana prendeu sete suspeitos, mas descarta que esteja sendo realizada uma “faxina social”.
E ainda tem o Rio para comentar… Mas deixa passar o clima de guerra e comoção que tomou conta da população em todo o Brasil. Creio que muita coisa ainda vai rolar na Cidade Maravilhosa, mas acho difícil que tudo mude do dia para a noite, porque invadir e ocupar um único morro com as Forças Armadas não significa que o Estado finalmente esteja presente nesta comunidade. Voltemos às chacinas: são 151 mortes em 39 delas, de acordo com os portais da internet, em 2010.
Confira as chacinas em 2010
03/01
São Sebasitão do Passé (BA) – 4
09/01
Itapevi (SP) – 3
12/01
Rio de Janeiro – 3
16/01
Salvador – 4
18/01
Rio de Janeiro – 3
30/01
Lagoinhas (SP) – 4
31/01
Aparecida de Goiânia (GO) – 4
07/02
Rio de Janeiro – 3
08/02
Estrutural (DF) – 5
Macaíba (RN) – 4
13/02
Rondon do Pará (PA) – 3
21/02
Embu das Artes (SP) – 3
08/03
Duque de Caxias (RJ) – 3
10/03
Feira de Santana (BA) – 4
16/03
São Paulo – 3
Rio de Janeiro – 3
23/03
São Paulo – 4
14/04
Niterói (RJ) – 4
São Roque (SP) – 3
09/05
Curvelo (MG) – 5
10/05
São Bernardo do Campo (SP) – 6
11/05
São Paulo – 6
17/05
Campinas – 4
Floresta (PE) – 6
XX/05
Osasco (SP) – 5
24/05
Itabuna (BA) – 4
02/06
Osasco (SP) – 3
04/06
Iguaba Grande (RJ) – 3
05/06
Vera Cruz (BA) – 5
08/10
Lauro de Freitas (BA) – 4
24/10
São João do Meriti (RJ) – 6
Total – 151 mortes
Queimado em Queimados agosto 5, 2010
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É mais uma notícia para figurar na série “Seria Hilário Se Não Fosse Trágico”. Em Queimados, na Baixada Fluminense, eram os próprios presos que cuidavam da cadeia da cidade. Ao chegarem ao local para averiguar as denúncias, corregedores da Polícia Civil e promotores do Ministério Público foram recepcionados justamente por um dos presos, que tinha a chave da carceragem. E eram os próprios detentos quem faziam as revistas dos visitantes.
Diante de tamanho descalabro, piadinhas são inevitáveis:
Preso – “Não trouxe nem uma trouchinha de maconha?”
Visitante – “Não”
Preso – “Nenhum pininho de coca?”
Visitante – “Não”
Preso – “Então não vai entrar.”
Nem era preciso tentar entrar com celular escondido, pois já havia vários à disposição dos presos no local.
E prosseguindo com a ironia, o governo encontrou a melhor solução para o problema penitenciário do estado: “terceirizou” os presídios e cadeias, literalmente. Ao deixar a “administração” da cadeia para os próprios presos, não gastou com licitações para a privatição e nem precisou botar dinheiro para contratar mais funcionários. Quer solução melhor, mais prática, mais barata? Eu só não me conformo que os policiais continuem soltos, armados e na rua… Um perigo pra população, ainda mais para aqueles que portam furadeiras e para guris em salas de aula…
Bom, piadinhas à parte, o que ocorre em Queimados é mais um sintoma de um Estado doente, corrompido, podre, carcomido, inoperante… Mais uma vez, é a completa ausência de Estado, que não cumpre os seus deveres, suas responsabilidades, apesar de cobrar impostos extorsivos dos cidadãos. O episódio em Queimados é mais um daqueles retratos fiéis da falência total de um modelo de governo, seja municipal, estadual ou federal. Poderia me estender mais, mas acho que já deu para entender onde quero chegar.
Por último, mais uma piadianha inevitável: é pra todo mundo sair queimado nessa…
Denúncias de violência contra mulher crescem em 2010 agosto 4, 2010
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Vários assuntos pendentes, todos da maior relevância, sem dúvida. O ataque ao comandante e à sede da Rota em São Paulo, por exemplo, é o que se pode chamar de um ato suicida, praticamente, levado a cabo por loucos ou inconsequentes. A reação desta tropa de elite da Polícia Militar só poderia ser à altura da sua fama: com um índice de mortes acima da média. Mas prefiro esperar mais um pouco para comentar este assunto, já que policiais da Rota deverão ser – creio – protagonistas de muitas notícias nos próximos dias.
Vou, na medida do possível, recuperando estes assuntos e comentando-os, se eu for capaz para tanto. De todas as notícias relacionadas à violência e segurança pública, a que mais me chamou a atenção foi a do G1, assinada por Iara Lemos e Mariana Oliveira, que relata um aumento no número de denúncias contra os casos de violência doméstica contra a mulher em 2010. O incremento mais do que dobrou em relação a 2009 – foi de 112%. O disque-denúncia registrou 343.063 atendimentos nos sete primeiros meses de 2010 contra 161.774 nos mesmos meses de 2009.
A violência doméstica é uma das violências mais difíceis de ser combatida, porque ocorre da parte de alguém muito próximo e dentro de quatro paredes. Por isso, só com a mulher adquirindo plena consciência de que ela é uma vítima contumaz é que se pode chegar a uma solução para cada caso. Infelizmente, essa conscientização demora a acontecer e em muitos casos chega tarde demais.
A regra do jogo na F1 (de novo) julho 26, 2010
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Me surpreendi, mas não muito, ao ver e ler as notícias na TV e na internet sobre o GP da Alemanha de Fórmula 1 na manhã deste domingo. Me surpreendi porque, sinceramente, achava que nunca aconteceria de novo. Seria muita cara de pau. Depois daquele 13 de maio de 2002, no entanto, deixei de acordar cedo aos domingos para assistir às corridas de F-1. E deixei claro o motivo disso em uma análise, surpreendentemente publicada pela Folha Online, graças ao aval do meu amigo Marcílio Kimura – então editor de esportes da Folha Online, apesar de eu não ser setorista, comentarista ou qualquer coisa que o valha de Fórmula 1. Um análise débil, frágil, tosca, admito, sobre a Fórmula 1.
Pois bem… Decorridos mais de oito anos, a história se repetiu, por mais inacreditável que isso possa parecer. Por isso, fui em busca daquela análise, daquele texto, já apagado da memória. E, depois de relê-lo, não mudo uma vírgula do que eu escrevi. Basta trocar os nomes dos pilotos envolvidos no lamentável episódio deste domingo (25/07/2010). Infelizmente, mais uma vez, um piloto brasileiro foi prejudicado em uma decisão que só denigre a imagem da categoria.
Quem quiser se dar ao trabalho e perder tempo lendo esta análise, de 2002, basta clicar aqui. Na boa, estou muito mais puto aindo do que naquele dia, há oito anos.
Ahhh… E tava me esquecendo: o Rubinho Barrichello teve mais hombridade na época do que o Felipe Massa está tendo para lidar com a situação… Rubinho, ao menos, deixou transparecer sua indignação. Massa falou que foi profissional… Então tá….