Tiros e violência na rede Janeiro 15, 2008
Posted by Mora in Bala perdida, chacinas, violência contra mulher, violência infantil/juvenil.trackback
O termo “chacina” é utilizado na grande imprensa em geral quando três ou mais pessoas são mortas de forma violenta, por motivo torpe ou mesmo sem razão, em um mesmo local e momento. Pelo ‘Houaiss’, as duas primeiras definições de chacina são as seguintes:
1 – carne suína ou de gado vacum cortada em postas, salgada e curada
2 – abate e esquartejamento de porco ou gado
No mesmo ‘Houaiss’, a terceira definição surge por derivação da extensão do sentido: assassínio em massa, gerado com crueldade; matança, mortandade, morticínio.
Por mais que as mortes ocorram no dia-a-dia de forma isoladas, de uma em uma, a somatória destas representa, na verdade, chacinas diárias que vêm ocorrendo sistematicamente e, na imensa maioria das vezes, sem qualquer averiguação dos fatos neste país. E como não há investigação não há punição.
Ou seja, cada vez mais nos transformamos em carnes suína ou de gado cortadas em postas, salgada e curada. Se bobearmos, muitas vezes com direito a ficarmos pendurados por algum gancho em algum “açougue”, para exposição pública. Não sabemos por que morremos. Não sabemos quem matou e por que matou. E ninguém paga pelos crimes. Viramos apenas índices, números, estatísticas, que só fazem crescer a cada ano. E a bala perdida virou uma instituição nacional, a explicação mais fácil para não investigar estes crimes. Como a bala é perdida, não tem dono.
Cabe às autoridades reverterem esta situação. E à imprensa fiscalizar e cobrar estas autoridades. A este blog cabe “apenas” a fatídica missão de monitorar as notícias sobre mortes violentas pelos grandes portais do país – UOL (com Folha Online), Globo.com (com G1), Terra e IG – e tentar fazer um levantamento do número destes assassinatos.
Um painel débil, produzido à margem de qualquer metodologia e sem fim sociológico, é o que se espera que surja a partir do período que começa este monitoramento – 1º de janeiro de 2008. E a partir daí tentar tirar algumas conclusões – se é que isso será possível – sobre o comportamento da imprensa on-line diante desta matança indiscriminada que se dissimina por todo o país.
Comentários»
No comments yet — be the first.