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A que mais mata no mundo Julho 10, 2008

Posted by Mora in Violência policial, homicídio, Índices e estatísticas.
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Sim, as análises deste blog são superficiais. Em momento algum me proclamei um especialista na área de segurança – ou em qualquer outra área específica. No primeiro post deste blog, em janeiro, deixei claro o objetivo deste blog. Entendo as pessoas discordarem dos meus pontos de vista, o que é mais do que natural, já que entendo muito pouco de qualquer coisa, e democrático. O que não entendo é a pessoa: primeiro, perder tempo lendo este blog e, segundo, perder tempo postando um comentário para dizer que as análises deste blog são superficiais e que prefere o bandido morto ao policial morto.

Até aí, as torcidas do Flamengo, Corinthians e da Seleção Brasileira preferem o bandido morto ao policial morto. Não há nem o que se discutir em relação a isso. E não preciso estar diante da mira de um revólver empunhado por um ladrão alucinado de tanta droga na cabeça para se ter uma idéia do drama que é isso.

Se o ladrão é um alucionado, disposto a matar ou morrer, o mesmo não pode acontecer com a polícia, como vem ocorrendo com a do Rio de Janeiro. Basta acompanhar o noticiário dos portais para perceber que a orientação é a de partir para o confronto, é a de matar ou morrer. Por isso, atira-se primeiro, para não morrer.

E o resultado é óbvio: a Agência Estado divulgou nesta quarta-feira (09/07) que a polícia do Rio é a que mais mata no mundo. Vejam bem: a afirmação não é deste blog, mas de uma fonte jornalística conceituada.

Um em cada cinco homicídios tem como autor um policial. Entre os Estados brasileiros e países que registram dados oficiais, os 1.195 autos de resistência – quando o agente alega ter matado em confronto – de 2003 já superavam todos os casos na Europa e na América do Norte.

E o exemplo mais recente e sintomático desta tragédia que é a violência policial no Rio de Janeiro foi o assassinato do menino João Roberto, de apenas três anos, no domingo. A polícia que deveria protegê-lo, o assassinou de modo covarde, por despreparo, incompetência e devido a uma política tortuosa de ação. Neste fogo cruzado, não é possível distinguir “mocinho” de bandido e a população sempre leva a pior.

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