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Menina tornada mulher pela violência doméstica Março 8, 2009

Posted by Mora in violência contra mulher, violência infantil/juvenil.
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menina1jpgNo Dia Internacional das Mulheres – parabéns a todas, aliás -, decidi escrever sobre uma menina de apenas 9 anos. Não é uma mulher ainda, mas já viveu e passou por agruras inimagináveis – até mesmo para um homem. E, sem querer, virou o pivô de uma polêmica das mais hipócritas, envolvendo igreja, medicina e governo (leia-se, Lula). A tragédia vivida pela menina de 9 anos, de Recife, que foi estuprada pelo padastro, ficou grávida de gêmeos e depois abortou com ajuda médica, pois se tratava de gravidez de risco, é das mais corriqueiras por todo este país.

Dos elos frágeis da sociedade, as meninas pobres e negras, com certeza, são o mais frágil de todos. São as vítimas primeiras da violência doméstica, muitas vezes com a conivência por parte das próprias mães. Depois, ao longo da vida, além de carregarem as marcas desta violência na infância, enfrentam todo o tipo de preconceito, como o o sofrido pela empregada doméstica Doralice Muniz Barreto, de 44 anos, que teve de tirar a blusa tirar a blusa para passar pela porta giratória da agência do Banco do Brasil em Jundiaí, a 58 km de São Paulo.

Na disputa envolvendo a menina de 9 anos, igreja e governo têm razão e – também não tem. O arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, excomungou os médicos, que forçaram o aborto, e os pais da menina. Com seus dogmas milenares, com erros e acertos ao longo da História, a igreja se perpetuou e se solidificou. Cumpre o seu papel. E não vai mudar. De se lamentar apenas a hipocrisia de seus porta-vozes, pois não se prestam a julgar seus pares envolvidos em casos de pedofilia tão rapidamente. Me chama ainda a atenção de o arcebispo insistir que a Lei de Deus é mais importante que a lei dos homens, como se a Lei de Deus não tivesse sido escrita por homens… Tudo bem, com inspiração divina, mas escrita por homens.

O Lula fez o de sempre: meteu o bedelho onde pode angariar um pouco mais de popularidade. Montado em uma sem precedentes para um político, é o nosso palpiteiro número 1: comenta sobre futebol com a mesma facilidade com que fala de crise econômica ou assuntos religiosos. E os médicos cumpriram o papel que deles se esperava: se preocuparam exclusivamente com a saúde da menina, tornada mulher tão precocemente.

De toda este enredo sórdido, esta trama perversa, o papel de uma outra mulher chamou-me a atenção: a mãe da menina de 9 anos. Pelo que li, parece que a filha sofria abusos do padrasto desde os seis anos de idade. Ou seja, de tão dramática a situação, a mulher, na imensa maioria das vezes, prefere silenciar e fechar os olhos à violência que acontece aos seus entes queridos para evitar ela própria de ser vítima de mais violência. Só as mulheres podem reverter esta situação, para evitar que se sucedam casos como a da menina de Recife.

Mulheres na mira da violência Fevereiro 12, 2009

Posted by Mora in crime passional, violência contra mulher.
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violencia-contra-a-mulherA violência diária neste país impressiona. Na verdade, espanta. Assusta. E a violência contra as mulheres, sempre um alvo preferencial para qualquer tipo de crime, dá arrepios. O noticiário dos portais é pródigo em relatar tais violências. A maioria é vítima de crimes passionais. O ciúme enlouquece um homem, qualquer um, mesmo o mais insuspeito. Fica ferido em sua parte mais sensível, o ego machista e covarde. Na verdade, não é preciso nem ciúme. Qualquer motivo é motivo para a macheza aflorar – opa, aflorar é coisa de boiola… para se manifestar e a agressão, a violência, acontecer. E os crimes se sucedem de forma impressionante.

Nesta quarta-feira (11/02), lendo o G1, portal da Globo, alguns casos chamaram a atenção. O que ganhou maior destaque foi o caso da mulher atacada por três neonazistas. Ganhou as manchestes dos portais principalmente porque aconteceu em Zurique, na Suíça. Devido ao ataque, ela abortou, nada mais violento e traumático para uma mulher que sonha em ser mãe.

Mas teve outros casos graves. Como, por exemplo, o do músico, que amarrou a amante, bem mais nova, a colocou no freezer e a matou com uma facada no pescoço. Ou seja, a matou quando estava totalmente indefesa. O que explica um crime desses?

E, em Ribeirão Preto, um motorista matou a mulher, que dormia no quarto dos filhos, com um golpe na cabeça de marreta. Isso mesmo, com uma marretada… E quando estava dormindo. É covardia demais para aceitar… Pior de tudo é que é um tipo de crime que só é possível combater com campanhas de conscientização ou por meio de denúncias de terceiros. Ou seja, a violência contra a mulher seguirá como uma rotina.

Como em uma guerra Janeiro 12, 2009

Posted by Mora in violência contra mulher, Índices e estatísticas.
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Estudo inédito da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) comprova os efeitos nas saúdes física e mental das vítimas indiretas da violência. A reportagem é do SPTV e traz poucos detalhes da pesquisa. Um deles é o de que as mulheres são as mais afetadas por estes efeitos colaterais. Outro é que São Paulo vive situação parecida com zonas de guerra, segundo o estudo.

Só quem perdeu alguém muito querido de forma violenta pode dizer o que isso significa na própria vida. Além do trauma que gera, fica a sensação de impotência e impunidade. Pode-se deparar com a violência em qualquer esquina de São Paulo e em grande parte deste país. Mas a luta por justiça – com minúscula mesmo - é das situações mais frustrantes que uma pessoa pode viver. Falo por experiência própria. E muito deste blog se deve a esta frustração.

Violência urbana, a 3ª causa da morte de mulheres Novembro 25, 2008

Posted by Mora in violência contra mulher, Índices e estatísticas.
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A violência urbana é a terceira causa da morte de mulheres no Brasil, segundo pesquisa do Ministério da Saúde. Nas regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte, esse tipo de violência é a principal causa de morte entre as mulheres férteis. As mulheres brancas são as vítimas preferenciais. A matéria da Agência Estado, veiculada pelo UOL, não apresenta os dados completos da pesquisa, infelizmente, mas confirma que a violência contra as mulheres é um dos males que assola este país, machista por natureza.

Escalada da violência em tempo real Abril 16, 2008

Posted by Mora in Violência policial, crime passional, homicídio, violência contra mulher.
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A escalada da violência no Rio de Janeiro se dá em horas, não mais em dias, meses ou anos. E tudo pode ser acompanhado quase que em “tempo real” através dos portais. Graças ao Bope, que quando entra em ação nos morros e favelas cariocas garante o “espetáculo”. Já às 10h02, o G1 noticiava o início da operação na Vila Cruzeiro. Às 12h22, o braço noticioso da Globo na internet já relatava a primeira morte do lado do “inimigo”. Apenas três horas depois, a Folha Online relatou a primeira morte, mas acrescentou três feridos.

Às 15h24, a operação virou tiroteio, resultando em dois mortos, que a polícia não soube identificar como sendo traficantes ou não, e três feridos, todos moradores. Às 17h01, o G1 já cravava seis mortos, todos supostos criminosos, e seis feridos. Às 18h21, os números definitivos: nove mortos, todos criminosos de acordo com a polícia, seis feridos e 14 feridos. O Rio de Janeiro é o único lugar do mundo onde uma guerra resulta em mais mortos do que feridos.

Neste meio tempo, entre uma e outra operação do Bope, um despeitado que levou um pé na bunda amputou o antebraço direito e a mão esquerda da ex-namorada com uma espada em Duque de Caxias. Não bastassem as balas perdidas, agora os cariocas têm de lidar com ninjas enciumados.

Internet como coadjuvante. Até quando? Abril 3, 2008

Posted by Mora in Bala perdida, homicídio, violência contra mulher, Índices e estatísticas.
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O bom da Internet é que há uma pré-disposição para a divulgação dos mais variados estudos, estatísticas, índices e outros dados relevantes à segurança pública no Brasil que, anteriormente, ficavam restritos aos meios acadêmicos por falta de espaço, tempo ou mesmo vontade jornalística para publicá-los.

O ruim da Internet é quase nunca este material recebe um tratamento jornalístico ou então nem mesmo acrescenta elementos extra-texto para complementá-lo e, assim, ajudar o internauta a entender os dados que são sendo fornecidos.

Os últimos dias os portais foram pródigos neste sentido. Publicaram vários estudos e estatísticas, mas apenas com o objetivo de fazer registro e nada mais. No último dia 27, por exemplo, o IG noticiou pesquisa do CNI/Ibope, na qual constata que 53% dos brasileiros estão descontentes com a segurança. A nota elenca uma série de indíces de difícil apreensão. E, infelizmente, não há informações básicas, como as regiões pesquisadas, o número absoluto de entrevistados, faixa etária. Enfim, quem foi o brasileiro pesquisado.

O Rio de Janeiro, dada a sua situação atual, de descalabro público em quase todas as áreas, mas principalmente na segurança e na saúde, é objeto dos mais variados estudos, alguns mais elaborados que outros. O Terra, por exemplo, replicou matéria de O Dia sobre o aumento na criminalidade nas regiões norte e oeste do Rio de Janeiro, devido à falta de policiamento ostensivo. Sinceramente, não li o material de O Dia no suporte papel, mas muito provavelmente o Terra eliminou todo o material de apoio, como infográficos e artes.

Em outro balanço, o UOL publicou, com texto da Agência Estado, a esmo números do Relatório Temático Bala Perdida, divulgado hoje pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), órgão vinculado à Secretaria de Segurança do Rio. Pelo tal relatório, 21 pessoas morreram vítimas de bala perdida no Estado em 2007. O maior problema aí, me parece, é a falta de contestação a estes números – e aos outros divulgados. E o Terra acrescentou ao drama carioca, em números absolutos, a debandada de homens do efetivo policial do Estado: Rio perde 5.975 policiais militares em seis anos.

E em 31 de março o Terra noticiou: Estudo: crime ocorre mais com mulher branca e rica. A nota registrava uma matéria publicada originalmente pela Folha de S.Paulo no mesmo dia com base em dados do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da UFMG, que mostrava que mulheres brancas, com nível superior, residentes de áreas nobres e que moram em casas são os alvos mais fáceis dos criminosos. A nota do Terra não diz onde, quando e nem quem são estas mulheres.

Que a mulher é uma vítima preferencial de bandidos, não é novidade alguma. O problema da pesquisa divulgada pela Folha é que foi feita com as próprias vítimas em potencial. Ou seja, mulheres que moram numa área nobre, com nível superior, é branca e vive numa casa. Na boa, mulheres pobres, negras e mulatas, convivem diariamente com todo o tipo de violência. A principal diferença é que não devem prestar queixa. Pior ainda: assimilam esta violência como fazendo parte de suas rotinas diárias. Por isso, não se lamentam e não se sentem ameaçadas.

Para resumir: quem quissesse saber mais sobre o estudo que comprasse a edição da Folha de S.Paulo daquele dia. E passou da hora de a Internet deixar de ser coadjuvante para se tornar protagonista como veículos de comunicação. Não basta mais apenas registrar; é necessário que a Internet se comporte realmente como um fonte de informação segura para o sempre crescente número de usuários de computadores no Brasil.

Em terra de machos, mulher pena com a violência Março 8, 2008

Posted by Mora in violência contra mulher.
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Da boca de duas amigas pernambucanas, já tinha ouvido falar sobre o machismo exacerbado dos pernambucanos. Segundo elas, seus conterrâneos julgam-se cabras machos até o último fio de cabelo e fazem questão de demonstrar isso, principalmente diante do sexo frágil. Até então, não havia motivos para duvidar, tampouco para considerar os pernambucanos em um patamar acima dos brasileiros em relação ao quesito “macheza”. No geral, sempre nos considerei machistas de uma forma uniforme, variando apenas de estado para estado o quanto cada um assume tal condição.

A Agência Estado, no último dia 6 de março, distribuiu notícia para os portais UOL, G1 e IG, demonstrando que os pernambucanos realmente exercem a condição de machos deles diante das mulheres. Em Recife, a violência contra a mulher é um dos crimes mais comuns, atrás apenas de tráfico de drogas (16,9%), roubo (16,5%) e porte ilegal de arma de fogo (13,9), e superando as ocorrências de furto (8,9%) e homicídios (8,1%).


Neste Dia Internacional da Mulher, seria de muito bom grado que os índices de violência contra as mulheres em todos os Estados fossem apurados e levados a público. Cabe dizer ainda que mesmo assim serão sempre dados falaciosos, pois o maior crime contra a mulher é o da coação, feita através da ameaça ou vias de fato. Neste caso, a imensa maioria delas prefere calar em vez de denunciar. São mulheres que convivem com pequenas agressões diárias e a elas se acostumam, convivem, se prostam, pois temem virar alvo de ironias, gozações e de mais agressões, às vezes até por parte das próprias mulheres. Não há violência maior do que morrer aos poucos desta forma.

Espelhos uns dos outros Março 4, 2008

Posted by Mora in homicídio, violência contra mulher.
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Os cinco portais juntos – UOL, Folha Online, G1, Terra e IG – deram a mesma notícia nove vezes. Apenas o G1, o braço noticioso na Globo na Internet, publicou a mesma informação de três maneiras diferentes, duas delas através da Agência Estado, com horários bastante díspares. O curioso é que em todas as notícias as informações são praticamente as mesmas. Os portais funcionam como espelhos uns dos outros e, muitas vezes, como espelho de si mesmo, como neste caso da morte de uma senhora de 74 anos com um tiro de fuzil em Vila Velha, no Espírito Santo. Qual o sentido de tanta repetição?

Confira as chamadas:

UOL

Idosa é morta com tiro de fuzil durante assalto no ES

Idosa morre baleada em roubo a carro-forte no ES

Folha Online

Idosa morre baleada em roubo a carro-forte em Vila Velha (ES) 

G1

Idosa é morta com tiro de fuzil durante assalto no ES 

Idosa morre baleada em roubo a carro-forte no ES

Mulher de 74 anos é baleada em assalto a carro-forte no ES 

TERRA

ES: idosa morre baleada em assalto a carro-forte 

IG

Idosa morre baleada em roubo a carro-forte no ES

Idosa é morta com tiro de fuzil durante assalto no ES

Flagrantes reveladores Fevereiro 22, 2008

Posted by Mora in Acidente, violência contra mulher, violência infantil/juvenil.
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Uma rápida passagem pelo noticiário desta quinta (21) e sexta-feiras (22) permite, através de pequenos flagrantes, traçar um panorama da insegurança e o nível de neurose coletiva que esta acarreta, com graves e inesperadas consequências. Algumas insólitas até.

Em Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, por exemplo, um homem eletrificou a cerca de sua residência, aparentemente simples até, mas que já havia sido arrombada. Como resultado, sua própria filha, de 20 anos, morreu eletrocutada ao tocar na cerca. Uma tragédia que só o pavor que tomou conta das pessoas nos dias de hoje pode explicar.

Em Curitiba, uma mulher de 26 anos, ao fugir de homens armados, se embrenhou pela rede de esgoto até conseguir alcançar um bueiro e pedir socorro. Tal o seu desespero que permaneceu por mais de 6 horas percorrendo galerias estreitas e escuras, correndo risco de contaminação e de morrer afogada em caso de qualquer chuva mais leve. Difícil não sair traumatizada de tal experiência, pois as horas vividas lá dentro devem ter sido dignas de filme de terror. 

De Santo André vem um exemplo de ousadia, que só faz crescer, por parte dos bandidos: assaltaram duas policiais, levando armas e celulares. É claro que pesam o despreparo e falta de condições de trabalho para os policiais em uma situação dessas. Mas se bandidos assaltam PMs sem o menor pudor, o que não podem fazer com meros cidadãos comuns e indefesos?

Até aí são flagrantes da violência que afeta a todos nós. Mas a esperança de algum futuro menos violento cai de vez por terra quando se lê que um jovem de apenas 14 anos espancou uma professora em Ribeirão Preto. Na boa, cadê os pais deste moleque? Que tipo de educação deram para ele? O que esperar da juventude deste país, criados sem quaisquers amarras e respeito ao próximo? Deveriam botar este aluno naquela escola da Vila Prudente, em São Paulo, que jogou fora cerca de 400 livros na semana passada. Um merece o outro.

Em briga de marido e mulher… Fevereiro 6, 2008

Posted by Mora in crime passional, homicídio, violência contra mulher.
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Crime passional deve ser uma das modalidades de violência mais antiga da face da terra. Sem a ocorrência deste tipo de assassinato, invariavelmente decorrente de um ciúmes doentio de uma das partes envolvidas ou até mesmo das duas ou de alguma terceira parte não tão envolvida assim, não surgiria o folhetim, com seus enredos novelescos, e os jornais de fofoca.

Crime passional envolvendo um casal de policiais – ela, delegada, ele, investigador – traz um certo ar de novidade. No último dia 22, o marido, sabe-se lá por qual motivo, disparou seis tiros de pistolas calibres 40 e .45 na mulher, delegada titular do 1º DP de Sumaré, interior de São Paulo. Em seguida, deu dois tiros contra o próprio peito. Resistiu por quatro dias e veio a falecer no último dia 26.

Reza o mais prudente e sábio ditado que em briga de marido e mulher não se mete a colher, então nem sei por que estou relembrando deste caso agora, quase 10 dias depois. Mas que esta história merecia ser muito bem apurada, tanto pela polícia quanto pela imprensa, com todos os seus detalhes mais íntimos de lado a lado, merecia. No mínimo, daria um bom folhetim policial.